Vamos Todos Mobilizar-nos para uma Obra que Cresce

Fev 3, 2012

O Padre José Henriques da Silva faz um apelo, para a criação de  iniciativas várias para a angariação de fundos, para as Obras dos Cuidados Continuados e Novo Lar

O avanço significativo das obras e a chegada das facturas, leva-nos a pensarmos em iniciativas várias para a angariação de fundos, para esta obra tão grande e tão importante. A crise política tem atrasado a devolução do IVA e pensamos também que tem atrasado o envio da parte que o estado dá para estas obras.

De facto a chegada no final de Março de várias facturas, quer dos Cuidados Continuados como do Lar de Idosos assustou-nos pelos valores: cerca de 300 mil euros, o que é uma fortuna. É verdade que “nesta fortuna” está o valor do IVA que agora é muito dinheiro, o valor de algumas obras feitas no Lar de Idosos nos meses anteriores e ainda não tinham sido facturados, e os 5% do valor do Lar. Mas de facto é muito dinheiro. Para quem quer pagar fica em pânico com estes valores.

Sendo indiscutível o interesse da obra! – Quem não reconhece a importância de ter na terra um hospital se precisar de fazecuidados continuadosr uma recuperação a um tratamento mais prolongado? A facilidade de visitar alguém se estiver aqui, em vez de ir para Ílhavo, ou Oliveira do Bairro, ou Águeda, havendo também um pequeno número de camas em Ovar, é evidente. Mesmo nos concelhos à nossa volta, quer na Murtosa, quer em Oliveira de Azeméis, quer em Albergaria-a-Velha, não há este tipo de hospital de retaguarda, pelo menos até agora.

É também verdade que um Lar para pessoas idosas, estando numa casa que tem como dinâmica a recuperação e com médico e enfermeiro permanente, além do ginásio onde se faz a fisioterapia frequente, será um Lar de Idosos de grande qualidade. Nem há nenhum lar que tenha estas condições.

Porque nos pareceu que esta terra merece estas duas obras, lança-mo-nos nesta aventura.

Não temos receio de pedir, seja a quem for, em Avanca, no concelho de Estarreja, mesmo nos concelhos próximos porque nos parece um bem de enorme valor.

1 – Assim, vamos bater à porta de todos os paroquianos, pedindo-lhes uma ajuda.

2 – Vamos contactar todas as colectividades de Avanca e todos os grupos ligados à paróquia, para que tenham uma iniciativa em favor desta obra. E acreditamos que vai haver colectividades e grupos que vão dar um grande contributo.

3 – Vamos pedir ajuda a todas as Fundações a nível nacional que possam ter, no âmbito dos seus estatutos, uma ajuda a estas obras.

4 – Vamos contactar as várias comunidades de emigrantes espalhadas pelo mundo para que nos facilitem os emails a fim de lhe podermos fornecer uma pequena reportagem sobre a obra, apresentando o projecto das obras e a evolução que as obras estão a ter no terreno, com fotografias e dados concretos. Eu acredito que os nossos emigrantes vão também ser grandes benfeitores desta obra. Os emigrantes que queiram colaborar podem pedir a reportagem em centroavanca@gmail.com.

5 – Temos uma casa de espectáculos, com uma lotação grande, que poderá servir para promovermos espectáculos, desde que os artistas não tragam grandes encargos. Já tem havido festas em que vem um artista conhecido a nível nacional, mas porque leva muito dinheiro, praticamente toda a receita é para eles. Afinal trabalhou-se, mas não deu resultado, ou um resultado diminuto. Assim não interessa.

6 – Vamos contactar empresas que possam fornecer alguns produtos para podermos beneficiar de alguns descontos em materiais oferecidos. O contrato com a Prozinco prevê esta ajuda das empresas, descontando-se o valor referido no orçamento.

7 – Vamos pedir que nos emprestem dinheiro, com o compromisso de honra de pagarmos no prazo previsto. Se for preciso vender tudo o que tenho para honrar os compromissos estarei disposto a fazê-lo.

8 – Vamos tentar vender alguns bens, quer da Igreja, quer do Centro Paroquial, desde que nos pareça que o preço é justo. Vender ao desbarato é errado, mesmo que agora seja difícil encontrar compradores.

9 – Todos os filhos desta terra, mesmo vivendo longe, espalhados pelo país, guardam amor à terra que os viu nascer. Assim como foi possível construir-se o edifício sede do Centro Paroquial e Social, com enorme generosidade e sacrifício, também hoje vamos ser capazes de fazer mais este milagre. Em Julho faz 30 anos que se fez a bênção da primeira pedra do Centro Paroquial e Social. Trinta anos depois uma nova grande obra.

10 – Vou tendo conhecimento de pessoas que ao fazerem as suas disposições testamentarias, tiveram em conta quer o Centro Paroquial, quer a paróquia. Desde o Padre Artur Tavares de Almeida eu creio que os habitantes de Avanca vão ter isto em conta. Será um sinal de fé lembrar a Igreja ou o Centro Paroquial e Social na hora da partida.

11 – Hoje que os empregos estão tão difíceis, não seria um gesto de gratidão a Deus, dar uma parte do valor ou o primeiro salário recebido, para o Centro Paroquial?

12 – Tenho tido ajudas significativas da parte dos idosos. Alguns que recebem tão pouco ainda são capazes de poupar para dar, o que significa que afinal não depende da receita o sucesso económico de alguém, mas depende muito mais, da capacidade de poupar: conheço pessoas que recebem ordenados chorudos e estão cheios de dívidas e outros que recebem dez vezes menos e apesar de tudo, têm uns milhares de contos que conseguiram guardar.

Isto leva-nos a pensar que devemos ajudar as nossas crianças e adolescentes que se privem de alguma coisa para poder dar para esta obra, de que eles vão ser os primeiros beneficiários. Não se trata de explorar as nossas crianças que precisam de criar hábitos úteis para o seu futuro, e entre esses hábitos está a poupança.

13 – Já não é novidade. Quando vim para a paróquia havia este costume de se fazer mensalmente na Igreja um peditório para as obras, no princípio de cada mês. Parece que teremos de retomar a iniciativa.

Todos juntos conseguimos muito e vamos conseguir levar até ao fim esta obra enorme…

Padre José Henriques da Silva

In: Notícias de Avanca

Relembramos que a Unidade de Cuidados Continuados Integrados vai permitir que os nossos doentes, do Concelho de Estarreja e Concelhos vizinhos, fiquem mais próximos de casa e dos familiares e vizinhos.

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