Foi um dia histórico para a freguesia de Avanca. O início de uma obra de Unidade de Cuidados Continuados Integrados e de um Novo Lar para Idosos. Isto é fruto de uma longa caminhada feita de concursos, projectos e burocracia.

O facto de no mesmo edifício existirem duas valências, Cuidados Continuados e Novo Lar, de dois Ministérios diferentes, o do Ministério da Saúde e da Segurança Social, que têm regras diferentes, têm trazido algumas dificuldades à execução dos projectos, por visões diferentes, mas vai trazer algumas vantagens em custos na administração da nova casa. As dificuldades na execução serão largamente recompensadas pela economia de recursos.

A Empresa vencedora do Concurso da Unidade dos Cuidados Continuados Integrados foi a Prozinco, de Estarreja, que já tem uma lista de obras ligadas a obras sociais.

No Concelho de Estarreja com esta, já são cinco, as obras sociais que a empresa constrói. Não tem estado presente o mero lucro de quem trabalha, que é justo, mas uma grande generosidade para com estas obras sociais. Por isso, nos congratulamos com a empresa vencedora, acreditando que, também para connosco, haverá uma atitude semelhante de ajuda e de colaboração.

A Direcção do Centro Paroquial e Social de Santa Marinha de Avanca tem enfrentado toda a espécie de dificuldades e está disposta a continuar a enfrentar todas, as que surgirem daqui para frente, mas não são insensíveis aos apoios e precisão do apoio de todos os sectores da população.

A obra é demasiado grande para ser só tarefa de alguns. Todos juntos somos capazes de grandes batalhas e de grandes vitórias.

Agora que o projecto está acabado colocam-se algumas perguntas.
Vamos fazê-las de uma maneira sintética. Noutra altura falaremos noutros pormenores.

1 – Quanto custa a obra programada para a Aldeia?

O último orçamento aponta para 2.819.141 euros, ou seja, aproximadamente 3 milhões de euros.

2 – Quanto dá o Estado?

Para a Unidade de Cuidados Continuados dará 750.000 euros e para o Lar dará 576.485, ou seja, na totalidade dará 1.326.485 euros.

3 – Onde espera ir buscar o restante, que afinal é mais do que o Estado dá?

Esperamos ajudas da Câmara Municipal de Estarreja, da contribuição do povo de Avanca, do empréstimo sem juros de algum dinheiro da Igreja, da ajuda das empresas. Será normal que depois vamos contrair empréstimos ao banco que depois vamos pagar.

4 – Quantos metros quadrados de área de construção vai ter o edifício todo?

O edifício vai ter à volta de 4.500 metros de área de construção.

5 – Não tem medo de numa altura de crise, se lançar neste empreendimento que vai custar tanto dinheiro?

Algum receio tenho que ter, pois as coisas estão complicadas para todos e vão ficar ainda mais complicadas. A contribuição popular vai ser por isso mais limitada e mesmo das empresas. Apesar de tudo é desta vez que vamos ter uma ajuda significativa da parte do Governo, pois o que se fez até agora, foi feito em grande parte quase à nossa custa.

Basta dizer que no último concurso do P.O.P.H. tipologia 6.12, concorreram no país cerca de 950 instituições e só foram contempladas 122, ou seja, cerca de 12 por cento e mesmo algumas que foram contempladas, como por exemplo em Recardães, contemplaram a parte dedicada a deficientes e não contemplaram o Lar, tornando-se impossível fazer uma coisa sem fazer a outra.

A obra que vai surgir na Quinta da Aldeia, fica por isso ligada a dois ministérios, o da Saúde e da Segurança Social. E não foi nada fácil conjugar as duas coisas. Foi resultado de muito trabalho, muito esforço, de imensas preocupações e de muito empenhamento por parte de várias pessoas.

6 – Quando pensa começar as obras?

As obras estão previstas começar em Setembro. Agora que veio a resposta positiva da parte da Segurança Social, as coisas têm que andar e prevemos começar em Setembro. Estão a fazer-se as medições para lançar a obra a concurso. Não podemos ultrapassar prazos, nem podemos correr outros riscos e por isso só em Setembro é que tudo estará pronto para começar.

In Notícias de Avanca